Prevenindo Quedas através da Atividade Física.

 Na matéria de hoje, a página Caleidoscópio Digital apresenta uma publicação que traz uma revisão bem objetiva sobre as melhores recomendações de atividade física para pessoas idosas visando à prevenção de quedas: “Best-practice recommendations for physical activity to prevent falls in older adults: a rapid review”. O estudo é assinado por Catherine Sherrington, Stephen R Lord e Jacqueline CT Close, membros de um grupo australiano que se dedica há vários anos à pesquisa básica e aplicada sobre quedas.      

 

 

 

Aproveitando a oportunidade trazida pelas questões discutidas nesta publicação, estaremos apresentando outros trabalhos relacionados a este mesmo grupo de pesquisadores, um bate- papo mais despretensioso e informal sobre “quedas” em pessoas idosas, e uma série de recursos de consulta interessantes sobre o tema.

 

Na matéria “Sobre Exercícios Quedas e Fraturas”, publicada pelo gerontologiaonline em Setembro de 2012, também são disponibilizados links para vários livros de acesso livre que abordam a questão das quedas de forma abrangente. (112)

 

 

 

*  *  *

 

 

 I - “Best-practice recommendations for physical activity

to prevent falls in older adults:

a rapid review”.

 

Esse estudo foi publicado em 2008, com suporte do “Sax Institute for the Centre for Health Advancement, NSW Department of Health”, Sidney, Austrália.  Segundo os autores, na época em o trabalho foi realizado existiam poucas pesquisas que avaliavam os efeitos das diversas intervenções para a prevenção de quedas de forma comparativa. Em função deste fato houve a opção metodológica da realização de uma metanálise. (01)

 

Assim sendo, foram consideradas as pesquisas que avaliavam os efeitos de programas de exercício físico comparando-os com os dados de grupos controle que não recebiam qualquer intervenção. Na amostra selecionada para análise houve um predomínio de estudos feitos com idosos da comunidade, seguindo-se as pesquisas realizadas em centros residenciais para idosos. Os trabalhos realizados em instituições de longa permanência que prestam cuidados de nível mais complexo foram os de menor freqüência.

Os autores alertam para o seguinte:

a “ausência de evidência de efeito” de determinada intervenção,

não implica em “evidência de ausência de efeito”.

 

 

 

Vejamos alguns dados apresentados nesta publicação:

 

“...Intervenções através da atividade física habitualmente fazem parte de programas preventivos multifacetados. Quando as intervenções têm múltiplos componentes se torna mais difícil determinar qual dentre os diversos componentes, ou, qual a combinação de componentes, é determinante de fato, para o sucesso ou falha da intervenção. Nesta revisão o foco esteve centrado  na análise do exercício físico enquanto intervenção isolada...” (01)

“...Estudos observacionais têm indicado que pessoas idosas mais ativas sofrem menos quedas. Entretanto não existem evidências que comprovem que as quedas possam ser prevenidas simplesmente estimulando que os indivíduos idosos sejam mais ativos... ...É bem possível inclusive, que abordagens não específicas direcionadas ao aumento do nível de atividade de populações mais frágeis, possam resultar em uma elevação da incidência de quedas em função do aumento de exposição ao risco...” (01)

Para conduzir esta metanálise, foram elaboradas algumas questões iniciais:

1- Quais são as modalidades, a freqüência e a intensidade de atividade física que se mostram mais efetivas na redução do risco de quedas em pessoas idosas?

2- Quais são os programas mais eficazes para a realização das modalidades e dos níveis de atividade física recomendados?

3- Que interpretações adicionais podem ser obtidas a partir das evidências existentes, e a sua relevância no contexto Australiano.

 

 

As conclusões gerais foram:

- Exercícios específicos que desafiam o equilíbrio, podem ser considerados a intervenção mais efetiva de prevenção de quedas através de atividade física.

- Os exercícios devem ser realizados por pelo menos duas horas por semana, e devem ser continuados ao longo da vida.

- Os exercícios podem ser realizados tanto através de programas em grupo, quanto de programas individuais realizados no domicílio.

 

- Existem evidências robustas que aprovam o exercício físico como intervenção isolada para a prevenção de quedas em idosos da comunidade.

 

- Existem evidências limitadas para a indicação do exercício como atividade isolada para prevenção de quedas em indivíduos que vivem em unidades residenciais para idosos.

 

- Existem algumas evidências que indicam que o exercício físico pode ser efetivo quando for um dos componentes de programas multifacetados para a prevenção de quedas, tanto em idosos da comunidade quanto em idosos que vivem em unidades residenciais.

 

 

Outras considerações:

 

Os programas direcionados a esse objetivo devem ter um desenho específico em função da população alvo, devendo garantir que o exercício seja concomitantemente desafiador e seguro.  Ou seja, a prescrição de exercício não pode induzir a um aumento de exposição ao risco de queda.

 

Programas de treinamento de marcha ou de força muscular feitos isoladamente, não se mostram efetivos na prevenção de quedas.

 

Os programas de exercício que se mostraram efetivos incluem: programas realizados em grupo, e programas individuais para realização no domicílio; programas que recrutam os indivíduos através de um encaminhamento médico ou através de convites amplos e abertos à comunidade; programas que se direcionam tanto aos indivíduos de alto risco quanto a indivíduos da comunidade em geral.

 

 

 

 

Diversos programas de exercício que têm enfoque prioritário no equilíbrio aliado à força são efetivos para a prevenção de quedas. Dentre eles estão o Tai-Chi em grupo e o programa específico de exercícios domiciliares de Otago. (01) (02) (51)

 

 

 

 

Os autores consideram que a busca por evidências mais robustas ainda se depara com diversos vácuos de conhecimento a serem preenchidos neste campo.

 

Ainda não são bem conhecidos os efeitos de intervenções que utilizam atividades que envolvem a dança, atividades físicas mais organizadas tais como o golfe e o boliche, ou o uso isolado de uma combinação de exercícios de marcha com exercícios resistidos.  Também há uma carência de estudos de escala mais ampla que tenham avaliado os efeitos do exercício em populações que vivem em instituições de longa permanência. (03) (04) (05)

 

 

 

 

 

 

“…Dance shares the ‘holistic’ approach of practices such as Tai chi. It is a complex sensorimotor rhythmic activity integrating multiple physical, cognitive and social elements. Small-scale randomised controlled trials have indicated that diverse dance styles can improve measures of balance and mobility in older people, but none of these studies has examined the effect of dance on falls or cognition….” (05)

 

Em 2011 o mesmo grupo de autores publicou os resultados de uma metanálise mais ampliada, e que de um modo geral, confirma e reforça os achados publicados em 2008. A revisão Cochrane de 2012 sobre este tema também adota esta posição. (06) (07) (08)

 

“... Metaregression revealed programs that included balance training, contained a higher dose of exercise and did not include walking training to have the greatest effect on reducing falls. We therefore recommend that exercise for falls prevention should provide a moderate or high challenge to balance and be undertaken for at least 2 hours per week on an ongoing basis. Additionally, we recommend that: falls prevention exercise should target both the general community and those at high risk for falls; exercise may be undertaken in a group or home-based setting; strength and walking training may be included in addition to balance training but high risk individuals should not be prescribed brisk walking programs; and other health-related risk factors should also be addressed…” (06)

 

“… This updated systematic review confirms that exercise as a single intervention can prevent falls. This review includes sufficient trials to allow the development of best practice guidelines which highlight features of exercise programs which are likely to be associated with greater falls prevention effects. The widespread implementation of these recommendations presents an important and urgent challenge for health policy and practice…” (08)

 

 

*  *  *

 

 Sobre os autores da publicação:

 

A- Stephen Lord

 

Senior Principal Research Fellow at Neuroscience Research Australia

 

 

“…Prof Stephen Lord is a Senior Principal Research Fellow at Neuroscience Research Australia in Sydney, Australia. Over the last 20 years, he has worked in the areas of applied physiology, instability, falls and fractures in older people. Prof Lord's research on falls has followed two main themes: the identification of risk factors and the evaluation of prevention strategies. His studies have involved large prospective population studies and randomised controlled trials for assessing the effectiveness of exercise and targeted programs in improving vision, strength, balance and co-ordination and preventing falls in community dwelling people and residents of retirement villages. His methodology and approach to falls-risk assessment has been adopted by many researchers across the world. With colleagues at Neuroscience Research Australia, he has recently written a comprehensive book on Falls in Older People - published by Cambridge University Press. “   (11) (01) (09) (10) (06) (04) (12)

 

Em uma aula apresentada durante o “NSW Falls Prevention Network Forum 2011”, Stephen Lord discutiu as principais evidências conhecidas à época sobre as diversas intervenções que se propõem a prevenir quedas em idosos. Em palestras apresentadas em 2013, apresenta os novos fronts e as perspectivas apontadas pelas pesquisas nesta área. (10) (13) (14)(15)

 

 

 

B- Catherine Sherrington

 

Professorial Research Fellow, Deputy Director, Musculoskeletal Division, Head, Ageing and Physical Disability Program, Musculoskeletal Division., The George Institute

 

 

 

 

 

“…Cathie is an NHMRC Senior Research Fellow at The George Institute and at theUniversity of Sydney. Her research focuses on the design and evaluation of exercise programs for the prevention of falls and disability in older people. Recent and current studies include clinical trials, systematic reviews and cohort studies.Cathie is a Chief Investigator for four current NHMRC Grants. Prior to completing her PhD and Masters of Public Health Cathie was a clinical physiotherapist in aged care and rehabilitation…”  (16 )(01)(17) (09) (18) (06) (04)

 

 

Catherine Sherrington esteve no Brasil em 2010 por ocasião do XVII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia realizado em Belo Horizonte. Em uma das suas palestras, apresentou ao público um programa de exercícios para prevenção de quedas desenvolvido na Austrália, e que utiliza uma plataforma lúdica e interativa de realidade virtual:

 

 

 

O projeto tecnológico foi desenvolvido por Stuart T Smith, um especialista na utilização de “games” para a saúde e a reabilitação, a partir de adaptações do videogameDance Dance Revolution”. Outra modalidade de realidade virtual já desenvolvida é um game que interage com o jogador na prática de Tai Chi.  Este campo conceitual da tecnologia digital recebe o título de “Exergames” e um dos seus propósitos é o de aumentar a motivação e a adesão à prática do exercício. O recurso pode ser adaptado para a TV doméstica. (14) (19) (20) (21) (22) (23) (24) (25) (14) (106)      

 

No Brasil uma iniciativa semelhante é desenvolvida por um grupo de pesquisadores ligados ao Mestrado em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo, sob a coordenação de Adriano Pasqualotti.  Recursos do “Nintendo Wii” são utilizados como método fisioterápico, com o objetivo de melhorar a força e o equilíbrio em idosos. (26) (27) (28)

 

Atualmente Catherine está envolvida com uma pesquisa multicêntrica sobre exercício e quedas, realizada em de cooperação com membros da equipe de Geriatria da Universidade de São Paulo, o “PREVQUEDAS BRAZIL”. (29)

 

Em 2012 o grupo de colaboração Cochrane publicou um estudo de revisão sobre as intervenções para a prevenção de quedas, que também contou com a participação de Catherine.  (07)

 

 

C- Jacqueline CT Close 

 

Falls and Injury Prevention Group Neuroscience Research Australia University of New South Wales

 

 

 

 

 “…  Jacqueline Close is a Senior Staff Specialist in Geriatric Medicine at the Prince of Wales Hospital where she runs the Falls, Balance and Bone Health Service and has Chaired the local Falls Advisory Group for 7 years. She is the Director of the Falls and Injury Prevention Group at Neuroscience Research Australia and Co-Chair of the NSW ACI Aged Health Network. Her academic areas of interest include falls and fracture prevention including understanding risk factors for falls and development of approaches to intervention in people with cognitive impairment….”  (30) (01) (31) (32) (33) (34) (35) (06) (03) (36)

 

Jacqueline Close está envolvida com pesquisas sobre estratégias preventivas que possam ser efetivas em idosos que apresentam demência. Apesar dos consensos indicarem que para este subgrupo populacional as intervenções se mostram inefetivas, durante um congresso realizado em 2013, Jacqueline defendeu que existem possibilidades em aberto uma vez que: pessoas com demência têm transtornos das funções fisiológicas que são potencialmente modificáveis mediante intervenção; a maioria das intervenções disponíveis atualmente não sofre interferência da conginição. (03) (34)

 

Essa discussão surgiu a partir das conclusões obtidas através de uma pesquisa prospectiva que investigou os fatores de risco para quedas em indivíduos com transtorno cognitivo. (03)

 

 

 

 

Prince of Walles Medical Research Institute – Sidney, Australia

 

Para a pesquisadora do Prince of Walles Medical Research Institute em se tratando de estratégias para prevenir quedas é preciso educar, educar e educar! Pois mudar culturas comportamentos e atitudes, leva muito tempo. (35)

 

*  *  *

 

II- Quedas são muito mais do que tropeços e escorregões!

 

Algumas “curiosidades” sobre quedas

 

Quedas, não intencionais, podem acontecer sempre que o centro de gravidade do corpo se desloca para fora da base de sustentação do indivíduo, sem que haja uma correção postural a tempo por parte dos mecanismos envolvidos na manutenção do equilíbrio.

 

Crianças caem com freqüência durante os primeiros anos de seu desenvolvimento psicomotor, e isso é entendido como algo “normal” para a idade. Praticantes de diversos esportes também sofrem quedas, e sem gerar maior espanto, dentro de um espectro de risco considerado previsível para aquela atividade. Nesses casos há um grau razoável de previsibilidade do risco de queda, e podem ser tomadas diversas medidas de precaução e aumento da segurança.

 

 

 

Por outro lado, indivíduos de qualquer idade e natureza podem sofrer uma queda quando “calculam” mal o risco de um movimento corporal, ou quando o ambiente oferece um risco não identificado que propicia à instabilidade postural.

 

 

 

 

Portanto quedas não intencionais podem estar relacionadas a fatores individuais, ao risco inerente à determinada atividade e a aspectos referentes ao ambiente.

 

 

 

 

 

Idosos mais saudáveis e ativos sofrem quedas principalmente em espaços extradomiciliares, o que pode estar associado a riscos ambientais ou à realização de uma atividade de maior risco, assim como ocorre com pessoas mais jovens. Nesses casos, há uma maior relevância dos fatores “precipitantes” da queda. A queda, portanto, pode ser um “acidente”.

 

 

 

 

Quedas recorrentes em idosos supostamente mais hígidos podem representar eventos sentinela bem precoces relacionados à existência de transtorno cognitivo subjacente com prejuízo de funções associativas.

 

Pessoas idosas com demência podem sofrer quedas em função da perda de capacidade de julgamento do risco para a realização de um movimento corporal em determinada circunstância, de transtornos da atenção, de dificuldades para a capacidade de reconhecimento do ambiente ou de comportamentos mais impulsivos.

 

Idosos mais frágeis ou susceptíveis podem sofrer quedas realizando atividades consideradas de baixo risco e em ambientes mais cotidianos ou intradomiciliares.

 

Quedas com deslocamento posterior do corpo podem ser observadas em pessoas idosas com a síndrome de desadaptação psicomotora. Nesses casos a impressão que se tem é que o indivíduo foi “puxado para trás”, mas isso se dá em função de uma anormalidade na resposta automatizada de controle postural com conseqüente retropulsão do corpo. A síndrome tem etiologia múltipla e gera uma descompensação postural recorrente com tendência às quedas e à incapacidade.

 

Um evento queda pode estar representando um estado de “melhora”: indivíduos que se sentiam enfraquecidos e, que por algum motivo têm uma percepção de melhora e fortalecimento, podem sofrer uma queda ao tentar fazer manobras simples de transferência ou deambulação dispensando apoio.

 

Nestes cinco últimos casos, a queda representa um “incidente” e existe um predomínio

dos fatores “predisponentes” para a sua ocorrência.

 

 

 

Bette Calman

83 anos, professora de Yoga, Austrália. (37)

 

 

Quedas em qualquer idade cronológica podem representar um transtorno circulatório agudo, que demanda uma resposta fisiológica e compensatória de horizontalização do corpo. Trata-se, portanto, de uma queda inscrita no “script biológico”: é uma queda não intencional, mas “programada”.

 

Se as quedas podem ser consideradas um “transtorno”, uma lesão física decorrente do trauma ocasionado pela queda representa “outra modalidade de transtorno”.

 

Indivíduos adultos saudáveis têm reflexos posturais defensivos perante uma situação de instabilidade, destinados tanto a evitar a queda, quanto a evitar a lesão de estruturas corporais mais nobres em função da queda. Dessa forma, indivíduos mais hígidos tendem a traumatizar as extremidades dos membros após sofrer uma queda. Já os mais vulneráveis, podem sofrer traumatismo em áreas mais centrais do corpo tais como o tronco, o quadril ou a cabeça.

 

 

 

Também vale refletir sobre o seguinte: um trauma conseqüente a uma queda e uma queda conseqüente a uma circunstância externa que gera trauma seriam entidades similares?

 

Quando as quedas em pessoas idosas são analisadas a partir da sua conexão com o trauma e a lesão, passam a ser classificadas segundo o Código Internacional de Doenças (CID) dentro da categoria destinada às chamadas “causas externas”. Esse recorte de análise prioriza os eventos “trauma” e “lesão”, caindo no risco de se distanciar de questões muito relevantes: as causas predisponentes ou precipitantes do incidente “queda”.

 

Além disso, sob o contexto relacionado à epidemiologia das “causas externas”, o evento queda perde importância enquanto possível evento sentinela de uma circunstância geriátrica ou gerontológica e ganha espaço de discussão em questões relacionadas à ”violência”. Daí para a conexão com o universo forense, é só um “pulo”.

 

 

 

 

 

Em contrapartida a entidade “queda” não relacionada a uma circunstância ambiental de risco potencialmente traumática, não é abordada com clareza dentro do sistema classificatório proposto pelo CID. Portanto, dentro desta lógica classificatória, a queda não é reconhecida enquanto uma entidade sindrômica em si.

 

 

 

 

Como classificar uma queda com lesão traumática precipitada pela fraqueza muscular

ocasionada por uma infecção respiratória viral oligossintomática?

Se assumirmos que o vírus é um “agente externo”, então essa queda

se relaciona de fato a uma “causa externa”!

 

 

Uma ênfase preventiva apoiada prioritariamente em medidas de modificação do ambiente físico, também pode incorrer em alguns desvios de foco. Idosos com demência precisam muito mais do que barras de apoio no banheiro e pisos antiderrapantes para se deslocar de forma segura em sua própria casa. Muitas vezes demandam supervisão permanente, inclusive para o uso adequado dos equipamentos de apoio e segurança disponíveis.  Na ocorrência de uma queda, os riscos ambientais mais óbvios podem se tornar um verdadeiro “bode expiatório”. 

 

Se os principais problemas relacionados às quedas em idosos fossem, por exemplo, as calçadas mal conservadas tão comuns em nosso meio, ou as escadas e os tapetes dentro de casa, tapetes e escadas talvez não fossem elementos culturalmente tão universais e corriqueiros. Também sob essa lógica, nos países que oferecem uma infra-estrutura mais adequada e segura para a mobilidade de pedestres, a incidência de quedas em ambiente externo seria quase desprezível.  Mas não é bem isso que as estatísticas internacionais apontam.

 

Em regiões com urbanismo adequado, pedestres idosos caem em calçadas bem conservadas. Em contrapartida, no Brasil, uma das principais causas de queda em pedestres idosos aliada a trauma significativo, se refere a vítimas de atropelamento.

 

As quedas são entidades complexas e demandam um olhar cuidadoso e bem abrangente.

 

Porque ela cai e ele não?

 

 

 

 

 

Se os idosos são um subgrupo vulnerável e o foco principal de intervenção preventiva estiver

na oferta de um ambiente totalmente seguro, perante as previsões demográficas

e epidemiológicas conhecidas, a melhor opção arquitetônica

para as próximas décadas será esta:

 

 

 

 

 

Quedas em idosos são freqüentemente banalizadas ou subnotificadas, e a razão para este fenômeno é muito simples: na maioria dos casos não ocorre uma conseqüência traumática imediata e relevante que mereça uma visita ao médico. Tampouco é digna de uma lembrança espontânea durante uma consulta clínica feita posteriormente por outro motivo, ou de uma notificação aos serviços de vigilância em saúde.

 

É bom lembrar também, que alguns idosos preferem esconder o fato de ter sofrido uma queda em função do temor da possibilidade de restrições à autonomia e independência a serem impostas pelos familiares.

 

Dessa forma, os dados de incidência acabam sendo mais fidedignos quando coletados em ambientes que permitem maior controle da informação, tais como os hospitais e as instituições de longa permanência. Em função disso, a detecção, ou a ocorrência mais alarmante de quedas dentro destes dois ambientes, apesar de relevante, pode também representar um viés estatístico que amplifica este fenômeno em relação à incidência geral de quedas na população idosa. 

 

 

 

 

(38)Aline Thomaz Soares e Kelem de Negreiros Cabral

 

 

Em contrapartida, a utilização de indicadores de incidência de quedas como medida de avaliação da qualidade assistencial em serviços hospitalares ou em instituições de longa permanência, também pode induzir a alguns equívocos importantes: baixa incidência de quedas, ao invés de representar uma melhor qualidade na assistência, pode ser um dado indicativo de circunstâncias onde existem maiores índices de inatividade, imobilidade ou restrição física dos indivíduos. Também pode representar uma omissão ou perda de informações.

 

 

 

 

 

Os eventos de queda em idosos apresentam aspectos clínicos e questões relacionadas à área da saúde coletiva que os distinguem dos enfoques direcionados às faixas etárias mais jovens: quando ocorre um trauma físico a sua gravidade habitualmente é maior do que a observada em outros grupos etários; a incidência de quedas em idosos com demência é o dobro da incidência observada na população idosa em geral e a freqüência de lesões com fratura é três vezes maior; a ocorrência de lesão tem alta correlação com a incapacidade.

 

Finalmente, as conseqüências físicas emocionais sociais e funcionais relacionadas a uma queda aparentemente até inocente, podem se manifestar mais tardiamente, dificultando dessa forma a percepção de conexões de causa-efeito entre os eventos. Restrições auto-impostas da mobilidade e da atividade pelo temor de sofrer uma nova queda, ou, a entrada progressiva no ciclo vicioso da incapacidade, são duas das conseqüências mais importantes.

 

 

*  *  *

 

“…Over 60% of falls result

from multiple interacting aetiological factors…”

 

John Campbell - Otago University, New Zealand 

(39)(40)

 

Quedas em idosos não são eventos relacionados à sorte ou ao azar. Enquanto John Campbell  alerta para uma etiologia complexa resultante da ação combinada de diversos fatores, Jaqueline Close defende que dentro do cenário epidemiológico que envolve a ocorrência de eventos em cascata que podem culminar com a lesão grave, a “queda” deve ser considerada o evento mais importante. Dessa forma, as “quase quedas”, as quedas sem lesão e as quedas com lesão grave, devem merecer a mesma valorização. (31)

 

 

 

 

(31) Jacqueline CT Close – Australia

 

 

*  *  *

 

 

 

III- Cangurus idosos também caem?

 

 

O nome “Canguru” tem origem em uma língua nativa, e significa: “Não Sei”.

 

Mas certamente não foi este o motivo que conferiu aos Cangurus

a honrosa posição de animais-símbolo da Austrália.

 

 

 

 

 

Esses animais magníficos, marsupiais bípedes e quase voadores, sem asas, e com uma cauda potente aerodinâmica e multifuncional, são exemplos a se admirar quando se pensa nos mecanismos biomecânicos e homeostáticos complexos que respondem pelo equilíbrio de animais em movimento. Os maiores cangurus que se conhece, os cangurus vermelhos, conseguem atingir uma velocidade média de 50 km\hora, além de pular a quase dois metros de altura. (41) (42) (43) (44)

 

Em situações de disputa, jovens machos se mostram “boxeadores” muito competentes, dignos das melhores premiações no octógono da atualidade. Uma evidência de estratégia, força, velocidade, coordenação, equilíbrio, reflexos, e técnicas eficientes de defesa pessoal.

 

 

 

 

 

Os estudos de Biologia comparada têm sido muito valiosos para a ampliação do conhecimento sobre os processos de base envolvidos no envelhecimento humano. Da mesma forma, a medicina veterinária tem se envolvido cada vez mais com a geriatrização da sua clientela, e se aproxima das ciências da saúde da área humana ao intercambiar processos diagnósticos e modos de intervenção.

 

 

Fizemos uma busca na internet

para tentar responder à seguinte questão:

 

 

 

Cangurus que chegam à velhice, também caem?

 

 

Encontramos informações esparsas, que trouxeram à luz dois dados relevantes relacionados aos extremos do espectro etário.  A humanidade aprendeu com os cangurus, que a proximidade física com o outro indivíduo da mesma espécie é muito importante em ocasiões de maior vulnerabilidade da vida. Assim nasceu o projeto “mãe canguru”, que consegue melhorar a sobrevida de neonatos prematuros. (41) (42)

 

Em contrapartida, o conhecimento humano talvez possa contribuir algum dia para a saúde e o bem estar dos cangurus. Uma pesquisa realizada através de necropsias em cangurus adultos evidenciou que os animais estudados sofriam de hipertensão arterial primária de caráter crônico com conseqüências vasculares, inclusive no sistema nervoso central. Em vida, havia animais que apresentavam sintomas neurológicos. Alguns dos cangurus estavam cegos em função de atrofia e descolamento de retina. (45)

 

Os pesquisadores levantaram como hipótese que a gravidade de algumas das lesões observadas poderia ser decorrente de mecanismos contra-regulatórios de resposta homeostática à hipertensão. Um dos fatores etiológicos aventados para este processo hipertensivo primário foi relacionado ao stress social”. Estes animais viviam fora do seu ambiente natural e as lesões mais graves foram observadas naqueles que pertenciam aos níveis inferiores de hierarquia social dentro do grupo.

 

Esses dois modelos permitem fazer algumas correlações mesmo que longínquas com a questão do risco e da vulnerabilidade dos seres vivos e suas relações complexas com aspectos biológicos, questões de ordem ambiental e circunstâncias sociais. Idosos humanos frágeis demandam o cuidado de outro humano. Em contrapartida, a prevalência de diversas condições crônicas associadas ao maior risco de quedas está aumentando principalmente nos países em processo de desenvolvimento. Nesses casos ocorrem mudanças muito rápidas das circunstâncias sócio-ambientais, capazes de interferir de forma radical tanto nas condições mais objetivas de vida quanto no estilo de vida. (29)

 

 

Como pode ser visto no vídeo abaixo,

cangurus também são susceptíveis a uma queda ou outra de vez em quando...!

 

Kangaroo Falling (46)

 

 

 

Link:  http://www.youtube.com/watch?v=iarbzKI1kmg

 

Mas a resposta

para a nossa pergunta de alto interesse gerontológico, foi:

 

... “Canguru”!....

 

 

 

*  *  *

 

 

As pesquisas realizadas nas três últimas décadas na Austrália e na Nova Zelândia têm contribuído significativamente para a compreensão dos fatores envolvidos com a predisposição à queda em pessoas idosas, assim como, para o desenvolvimento de estratégias de intervenção preventiva.

 

Um desses exemplos está no “Programa de Exercícios de Otago” criado pelo médico geriatra John Campbell e pela pesquisadora Clare Robertson, ambos da Dunedin School of Medicine, Otago University, Nova Zelândia. Esse protocolo já é reconhecido internacionalmente como um “programa de excelência”, e tem se mostrado mais efetivo quando é direcionado a indivíduos com mais de 80 anos e com histórico prévio de quedas.  (02) (47) (48) (49) (50) (39) (40) (51) (52) (56)

 

Em um estudo recente, a aplicação do protocolo de exercícios de Otago demonstrou que após um ano, os participantes apresentaram melhora considerável de desempenho no “Timed to Up and Go Test”, o TUG, um teste amplamente utilizado para o rastreamento de risco de quedas. Esse benefício foi também observado em indivíduos que apresentavam distúrbios neurológicos.(53)

 

 

 

“….We have developed and tested an individually tailored exercise programme, the Otago Exercise Programme, delivered to older people at home by a trained instructor. Our clinical trials have shown that the programme is acceptable, feasible, safe, and effective in reducing falls and the injuries resulting from falls in men and women aged 65 years and older.

 

It is most effective in those 80 and older with a previous fall. The costs of implementing the programme in routine healthcare settings, and the cost effectiveness of the programme have been established. The programme is now used around the world. The manual with instructions for prescibing the exercises plus the exercise sheets is available to order free to New Zealand health professionals from the ACC website …”  (48- Clare Robertson)

 

“…There is now strong trial evidence that a clinically significant proportion of falls experienced by older people can be prevented. There is no justification for using untested programmes. Not all falls require assessment, and not all older people will benefit from interventions. Those who may benefit can be identified by individual assessment and by the characteristics of the previous falls. Similarly, there are certain population groups who will benefit most from public health interventions. Despite this evidence of benefit, preventive measures are underused. We need more effective means of delivering proven treatments....” (40- John Campbell) 

 

“…Otago began in New Zealand and was developed, tested, and demonstrated to be most effective for reducing falls and fall-related injuries among high risk individuals: adults more than 80 years of age and those who have had a previous fall within one calendar year. Otago also increased the percentage of older adults who were able to live independently in their community.The program was developed by Professors John Campbell, MD, FRACP, and Clare Robertson, PhD, researchers at the University of Otago in Dunedin, New Zealand and the New Zealand Falls Prevention Research Group, in response to the frequency and severity of fall injuries among older adults in New Zealand…” (52- CDC) (51)

 

Estima-se que para cada unidade monetária investida no programa de Exercícios de Otago, há uma economia de 1,85 unidades monetárias em despesas da saúde relacionadas às quedas em idosos.  (54) (55) Clare Robertson

 

 

“… One of the important barriers to the implementation of

proven fall prevention programmes is the lack

of a delivery system...” (40)

 

 

 

*  *  *

 

 

 

 

A Austrália e a Nova Zelândia são duas ilhas do pacífico sul separadas geograficamente por 2.000 km preenchidos pelo mar da Tasmânia. Como ex-colônias britânicas mantêm laços estreitos com o Reino Unido, e apresentam situações privilegiadas de desenvolvimento econômico e sócial. Atualmente são considerados os países mais desenvolvidos do hemisfério Sul.

 

Os índices de desenvolvimento humano são bem elevados nos dois países e as taxas de analfabetismo são desprezíveis. O sistema de saúde predominante é público e de caráter universal e atua em parceria com diversas fundações. A Austrália destina 9.1% do seu PIB à área da saúde, e a Nova Zelândia é um dos países com o maior índice de informatização dos serviços de saúde. Observa-se um alto comprometimento das políticas públicas com a qualidade assistencial tanto no que se refere aos aspectos clínicos quanto à eficiência de gestão. (57)

 

Australianos e Neozelandeses têm uma expectativa de vida bem elevada, mas o envelhecimento populacional da Nova Zelândia vem sofrendo uma influência adicional ocasionada pela migração de jovens que buscam novas oportunidades no exterior.

 

Apesar de tanta coisa em comum, em relação à biodiversidade há uma distinção radical entre os dois países: o canguru é exclusivamente Australiano.

 

 

 

 

 

*  *  *

 

Os governos da Austrália e da Nova Zelândia têm feito investimentos públicos de apoio às iniciativas dedicadas à pesquisa sobre quedas na população idosa, com desenvolvimento de diversos programas estratégicos nesta área.  (58) (59) (60)

 

“… Falls in older people are identified as a key priority area in the New Zealand Health Strategy. Falls are expensive, both in the dollar cost to the health system and in reduced quality of life for the older person. Risk actors for falls are multifactorial and complex, however two of the factors, reduced strength and poor balance, have been shown to be amenable to change with

the appropriate input. …”  (50- Denise Taylor, Caroline Stretton - Nova Zelândia)

 

“… The New Zealand Injury Prevention Strategy (NZIPS) was launched in 2003 by the Minister for ACC to establish the government’s strategic direction and framework to improve New Zealand’s injury prevention performance. Six priority areas were identified; preventing injury from falls was one of these…” (59)

 

Um dos eixos da política pública está direcionado à educação do público e à formação e qualificação profissional. Ao longo dos últimos anos têm sido publicados vários guias e cartilhas, assim como, manuais técnicos que visam uma atualização profissional neste campo. Esses manuais são desenvolvidos com direcionamento temático específico para o ambiente hospitalar, as instituições de longa permanência, e a comunidade. (61)

 

 

Em 2013 foram comemorados os 20 anos da realização de um encontro

que demarcou o início de uma nova era na área das pesquisas sobre quedas na região.

 

 

 

Reunidos dentro de um hospital em New South Wales, 12 profissionais propuseram a organização de uma “biblioteca especializada” em quedas e firmaram o compromisso de realizar encontros anuais para discussão do tema. Entre os presentes, estavam Stephen Lord e Robert Cumming, ambos atuando em Sidney. (62) (05) (63)

 

Surgia naquela ocasião, o “Falls Injury Prevention Network”, que durante os oito primeiros anos operou sob circunstâncias de um caos organizado contando com as colaborações voluntárias dos participantes. A partir de 2001, o grupo, já maior, passou a receber um pequeno apoio da Secretaria de Saúde regional que evoluiu progressivamente para um financiamento amplo direcionado à realização de pesquisas básicas e de pesquisas abrangentes de intervenção. Na atualidade o programa se mantém vinculado ao Ministério da Saúde e a um Instituto de Pesquisas Médicas. (64)

 

 

 

“… The Falls and Balance Research Group, Neuroscience Research Australia (NeuRA), formerly Prince of Wales Medical Research Institute (POWMRI), administers the NSW Falls Prevention Network and is funded by NSW Department of Health…”

 

A Austrália tem uma Política Pública destinada especificamente à prevenção de quedas em idosos desde 1999, com investimentos econômicos consideráveis ao longo deste tempo. Estima-se, entretanto, que caso o índice de lesões traumáticas associadas às quedas não seja reduzido, em 2050 o país irá necessitar um incremento de 2.000 leitos em unidades hospitalares de agudos, e de 3.000 novos leitos em Instituições de Longa Permanência. A população total Australiana se próxima atualmente dos 22 milhões de habitantes, o que é muito similar ao quantitativo de indivíduos idosos do Brasil. (65)

 

 

*  *  *

 

 

Entre os dias 16 e 18 de Novembro de 2014, a cidade de Sidney estará sediando a 6th Australian and New Zealand Falls Prevention Conference”, com o tema central: “The Highs and Lows of Falls Prevention". (66)

 

 

 

 

O evento tem sido realizado regularmente a cada dois anos desde 2004, e é promovido pela Australian and New Zealand Falls Prevention Society (ANZFPS). (67)

 

 

*  *  *

 

 

 

IV- Informação e Conhecimento sobre Quedas

navegam tanto pelo Mar da Tasmânia, quanto pelas Ondas da Web.

 

 

Na lista de Links apresentados ao final desta matéria estamos indicando alguns trabalhos realizados pelo grupo australiano que assinou o livro “Best-practice recommendations for physical activity to prevent falls in older adults: a rapid review”, além de outros recursos interessantes relacionadas ao tema.

 

Para quem quiser apreciar rapidamente o gosto de um “quero mais”,

aqui vão algumas dicas:

 

 

 

 

 

 

 

 

*  *  *

 

 

V- Prever e Prevenir: “PREVQUEDAS BRAZIL”

 

Em 2013, pesquisadores do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo publicaram um artigo em parceria com Catherine Sherrington no qual é apresentado o projeto de realização do primeiro estudo brasileiro a investigar a efetividade de um programa multimodal de prevenção de quedas. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, que recebe o nome “Prevquedas Brasil”. (29)

 

O programa faz parte de um estudo multicêntrico, e está direcionado à população idosa da comunidade com histórico prévio de queda nos 12 meses precedentes ao recrutamento. O projeto conta com o apoio da FAPESP e do Australian National Health and Medical Research Council Fellowships.

 

A proposta para o grupo de intervenção se refere ao gerenciamento individualizado dos fatores de risco para quedas com seguimento prospectivo de 12 meses.  O grupo controle recebe o atendimento usual.  Um dos componentes do protocolo de intervenção é um programa estruturado, específico e progressivo de exercícios, que parte de uma prescrição personalizada. Este programa inclui exercícios supervisionados feitos em grupo e exercícios prescritos para o domicílio.  (29)

 

 

 

 

Negreiros Cabral et al. BMC Geriatrics 2013 13:27

 

 

“…This study is the first trial to be conducted in Brazil to evaluate the effectiveness of an intervention to prevent falls. If proven to reduce falls this study has the potential to benefit older adults and assist health care practitioners and policy makers to implement and promote effective falls prevention interventions…” (29)

 

O artigo foi publicado na revista BMC Geriatrics sendo assinado por Kelem de Negreiros Cabral e diversos co-autores. (29) (38)

 

*  *  *

 

 

No Brasil as questões que envolvem a temática de quedas em idosos, têm merecido a atenção progressiva de pesquisadores, universidades e instituições assistenciais ao longo dos últimos anos sob várias óticas de abordagem.  

 

A Universidade Federal Fluminense em Niterói, RJ, desenvolve desde o ano de 2001 um projeto de Extensão chamado “Prev-Quedas” associado ao programa de “Envelhecimento Saudável”, sob a coordenação de Edmundo de Drummond Alves Júnior. O projeto é vinculado ao CNPQ e adota uma visão inserida nos preceitos de promoção da saúde. As atividades com idosos incluem a reaprendizagem de técnicas para pisar, andar, “cair” e levantar com mais segurança. Tudo isso, em um contexto que valoriza as atividades ligadas ao lazer e as metodologias de animação cultural. (68) (69) (70)

 

Em 2010 o vídeo educativo “Antes de Cair” produzido pela equipe do projeto, foi o detentor do 2º Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social. O vídeo é protagonizado pelos idosos participantes dos grupos de atividade. Um segundo vídeo veiculado por um noticiário da TV em 2007, apresenta outros detalhes interessantes deste projeto.  (71) (72) (73)

 

 

 

 

“Antes de Cair”

 

 

 

 

Link: http://www.youtube.com/watch?v=PDw6VLrtm9k

 

“Antes de Cair”, foi filmado em Niterói, e mostra os participantes do grupo se deslocando por vários pontos da cidade. É também uma oportunidade para se conhecer

um pouco mais a cidade que hospeda o gerontologiaonline.

 

 

*  *  *

 

Um dentre cada três idosos que vivem na comunidade sofre pelo menos

uma queda ao ano. Metade deste grupo cai mais de uma vez ao ano.

 

Ter sofrido uma queda nos últimos 12 meses

dobra o risco de sofrer uma nova queda.

 

Diversas evidências já confirmaram que alguns programas específicos de atividade física

são efetivos para a redução do risco de quedas, sendo também

custo-efetivos em termos de saúde pública.

 

Um dos principais pontos de gargalo nesta área encontra-se na baixa disponibilidade de oferta destes programas, que entre outros aspectos, esbarra tanto na vontade política quanto na formação profissional. (75) (40) (77)

 

Um estudo conduzido recentemente na Austrália evidenciou que estudantes universitários da área de atividade física não apresentam as competências necessárias para atuação na área de prevenção de quedas. Esses dados indicam uma inadequação curricular no tocante às demandas por formação de recursos humanos e força de trabalho nesta área. (86)

 

 

Segundo Dean Fixsen e Karen Blase, (74)

 

“O maior desafio da atualidade não está na busca de evidências. Mas em dar um salto que permita reduzir o vácuo ainda existente entre o conhecimento já produzido e a sua aplicação prática, de tal modo, que haja um real impacto na população.

 

Nesse sentido, quem pode nos apontar alguns caminhos

 é a “Ciência da Implementação”.

 

 

 

 

 

O nível de conhecimento sobre prevenção de quedas existente atualmente, representa uma verdadeira “janela de oportunidade”: neste momentoé possível deflagrar ações efetivas de baixo custoque podem contribuir para a redução dos índices de incapacidade previstos para o futuro. Depois que este período propício passar, a circunstância demográfica e epidemiológica será bem mais complexa.

 

Lembrando a mensagem de Jacqueline Close, para prevenir quedas é preciso educar, educar e educar! Pois mudar culturas comportamentos e atitudes, leva muito tempo. (35)

 

 

 

 

*  *  *

 

 

VI- Entre as Maçãs e os Astronautas

 

 

 

“Nenhuma grande descoberta foi feita jamais, sem um palpite ousado.”

(Isaac Newton)

 

 

 

 

O Equilíbrio Estático é... altamente “Dinâmico”...!

 

 

 

 

 

Sem o Movimento não existiria a Queda.

 

 

 

 

 

Salvo em situações nas quais

um corpo esteja submetido à Gravidade Zero.

 

 

 

 

 

Segundo Sir Isaac Newton, maçãs não caem à toa...

 

 

 

 

 

 

Encontrar o ponto de equilíbrio é uma habilidade complexa....

 

 

 

 

 

 

 

Mas enfim... caso uma queda se torne inevitável,

 

 

 

 

 

 

a melhor opção é que seja uma queda com...

 

 

 

 

 

 

*  *  *

 

 

 

 

 

 

Links Externos Relacionados

 

 

01- Best-practice recommendations for physical activity to prevent falls in older adults: a rapid review

http://www.health.nsw.gov.au/research/Documents/13-best-practice-recommendations-falls-prevention.pdf

 

02- Otago Exercise Programme

http://www.acc.co.nz/PRD_EXT_CSMP/groups/external_providers/documents/publications_promotion/prd_ctrb118334.pdf

 

03- The Challenge of Preventing Falls in People with Dementia 

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Dubbo-Broken-Hill-JCTC.pdf

 

04- The role of exercise for fall prevention in older age

http://www.scielo.br/pdf/motriz/v19n3/02.pdf

 

05- Can social dancing prevent falls in older adults? a protocol of the Dance, Aging, Cognition, Economics (DAnCE) fall prevention randomised controlled trial

http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1471-2458-13-477.pdf

 

06- Exercise to prevent falls in older adults: an updated meta-analysis and best practice recommendations

http://www.laterlifetraining.co.uk/wp-content/uploads/2011/08/Sherrington_new-ex-review_bal_falls_NPH_2011.pdf

 

07- Interventions for preventing falls in older people living in the community (Review)

http://www.bhfactive.org.uk/userfiles/Documents/Cochranereviewfalls.pdf

 

 

08- Exercise to prevent falls in older adults: an updated meta-analysis and best practice recommendations

http://www.publish.csiro.au/?act=view_file&file_id=NB10056.pdf

 

09- FALLS IN OLDER PEOPLE

http://www.ebay.com/itm/FALLS-IN-OLDER-P-CATHERINE-SHERRINGTON-ET-AL-STEPHEN-R-LORD-PAPERBACK-NEW-/390696237696

 

10- Translating Research in Practice Policy Roundtable

http://fallsnetwork.powmri.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/05/Lord_TRIP_falls-network-2011-2.pdf

 

11- Lord Group - Professor Stephen Lord

http://www.neura.edu.au/research/themes/lord-group

 

12- Falls in older people

http://catdir.loc.gov/catdir/samples/cam031/00023656.pdf

 

13- Fall prevention research update

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Lord_Falls-network-Final-2013.pdf

 

14- A Randomized Controlled Pilot Study of Home-Based Step Training in Older People Using Videogame Technology

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0057734

 

15- Fall prevention: past, present and future

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Lord_pm_Falls-network-past-and-future-session.pdf

 

16- Catherine Sherrington

http://www.georgeinstitute.org.au/people/catherine-sherrington

 

17- Exercise prescriptions for hospital, community and residential aged care

http://fallsnetwork.powmri.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Sherrington_exercise_guidelines-for-VC.pdf

 

18- Exercise prescription for falls prevention

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Sherrington_Falls_Network_2013.pdf

 

19- A novel Dance Dance Revolution (DDR) system  for in-home training of stepping ability: basic  parameters of system use by older adults

http://www.istoppfalls.eu/cms/upload/pdf/A_novel_Dance_Dance_Revolution_DDR_system_for_in-home_training_of_stepping_ability.pdf

 

20- Stuart Smith

https://www.neura.edu.au/research/facilities/dr-stuart-smith-0

 

21- Interactive digital technologies:  An introduction and overview

http://www.personalactivity.com.au/interactive_digital_technol.pdf

 

22- Video games for Fall risk reduction

http://www.healthpromotion.com.au/Documents/Falls_Seminars/Video_Games_Falls_Reduction.pdf

 

23- A Randomized Controlled Pilot Study of Home-Based Step Training in Older People Using Videogame Technology

http://www.plosone.org/article/fetchObject.action?uri=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0057734&representation=PDF

 

24- Exergaming for balance training of elderly: state of the art and future developments

http://www.jneuroengrehab.com/content/10/1/101

 

25- Should we wii?

http://www.otago.ac.nz/fallsconference/ANZFPS%20Conference%20Smith%20Plenary%205.pdf

 

26- Vídeo game pode melhorar o equilíbrio de idosos

http://www.diariodamanha.com/noticias.asp?id=25430

 

27- Fisioterapia convencional vs. wiiterapia: efeitos na força muscular de mulheres idosas com osteoartrite de joelho

http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=92926313010

 

28- Reabilitação virtual através do videogame Nintendo Wii® em idosos com alterações cognitivas

http://www.upf.br/seer/index.php/rbceh/article/view/293-299

 

29- Effectiveness of a multifactorial falls prevention program in community-dwelling older people when compared to usual care: study protocol for a randomised controlled trial (Prevquedas Brazil)

http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1471-2318-13-27.pdf

 

 

30- Fall assessment in older people

http://cantrijn-online2.nl.dotnet33.hostbasket.com/NVKG/soma1/fall%20assessment%20-%20Close.pdf

 

31- From epidemiology to targeted  interventions: A whistle stop tour of  ongoing research 

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/JCTCFalls-Network-for-website.pdf

 

32- Falls in older people: Risk factors, assessment and intervention

http://www.nature.com/bonekey/knowledgeenvironment/2009/0910/bonekey20090401/full/bonekey20090401.html

 

33- Managing Falls in Older Patients With Cognitive Impairment

http://www.medscape.com/viewarticle/780055

 

34- Preventing Falls in People with  Cognitive Impairment  Is there any Evidence?

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Preventing-falls-in-people-with-cognitive-impaitment-is-there-any-evidence.pdf

 

35- Falls Quality Indicators

http://www.crepatientsafety.org.au/seminars/qualityindicators/jacquelineclose.pdf

 

36- A feasibility study and pilot randomised trial of a tailored prevention program to reduce falls in older people with mild dementia

http://www.biomedcentral.com/1471-2318/13/89

 

37- The yoga supergran who can still assume the lotus position... at the age of 83

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1172810/The-yoga-supergran-bend-backwards-age-83.html

 

38- COMO ABORDAR O IDOSO QUE CAI

http://xa.yimg.com/kq/groups/21126260/1975234432/name/quedas.pdf

 

39- Rethinking individual and community fall prevention strategies: a meta-regression comparing single and multifactorial interventions

http://ageing.oxfordjournals.org/content/36/6/656.full.pdf?origin=publication_detail

 

40- Implementation of multifactorial interventions  for fall and fracture prevention

http://www.fondazionemadrecabrini.org/Portals/63/Documenti/Multifactorial%20intervention%20%20to%20prevent%20falls.pdf

 

41- “Kangaroo Mothers” and the Power of Touch

http://phenomena.nationalgeographic.com/2013/10/10/kangaroo-mothers-and-the-power-of-touch/

 

42- ‘Kangaroo mother care’ to prevent neonatal deaths due to preterm birth complications

http://ije.oxfordjournals.org/content/39/suppl_1/i144.full

 

43- AnAge entry for Macropus rufus

http://genomics.senescence.info/species/entry.php?species=Macropus_rufus

 

44- Canguru

http://www.todabiologia.com/zoologia/canguru.htm

 

45- Morphologic Evidence Suggestive of Hypertension in Western Gray Kangaroos (Macropus fuliginosus)

http://vet.sagepub.com/content/46/5/977.full

 

46- Kangaroo Falling

http://www.youtube.com/watch?v=iarbzKI1kmg

 

47- Modern concepts and models for fall prevention

http://www.otago.ac.nz/fallsconference/ANZFPS%20Conference%20Campbell%20Plenary%201.pdf

 

48- Clare Robertson

http://hsvm03.otago.ac.nz/staffprofiles/dsm_staff_profile.php?staffid=682

 

49- Otago Strenght &Balance Home Exercise Programme

http://www.huntingdonshire.gov.uk/SiteCollectionDocuments/HDCCMS/Documents/Leisure%20Development%20documents/Otago-Home-Exercise-Programme-small.pdf

 

50- The Otago Exercise Programme: An evidence-based approach to falls prevention for older adults living in the community

http://www.rnzcgp.org.nz/assets/documents/Publications/Archive-NZFP/Dec-2004-NZFP-Vol-31-No-6/TaylorDec04.pdf

 

51- La Programa de Ejercicio de Otago

http://profound.eu.com/wp-content/uploads/2014/01/Otago-Exercise-Packet-Spanish-with-acknowledgements.pdf

 

 

52- Tools to Implement the Otago Exercise Programme

https://www.med.unc.edu/aging/cgec/exercise-program/tools-for-practice/ImplementationGuideforPT.pdf

 

53- The Otago Program. Home based falls prevention program for older adults

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Otago-Falls-network-presentation-Sydney.pdf

 

54- Falls prevention  strategies for  community  living older people

http://www.otago.ac.nz/fallsconference/Robertson%20Plenary%201.pdf

 

55- Falling costs: the case for investment

http://www.hqsc.govt.nz/assets/Falls/PR/Falling-costs-case-for-investment-report-June-2013.pdf

 

56- Prof John Campbell

http://www.odt.co.nz/news/dunedin/119174/greater-risk-elderly-physician

 

57- International Profiles  of Health Care Systems, 2012

http://apsredes.org/site2012/wp-content/uploads/2012/12/1645_Squires_intl_profiles_hlt_care_systems_2012.pdf

 

58- New Zealand’s National Falls Prevention Strategy

http://www.acc.co.nz/preventing-injuries/injury-prevention-strategies/PI00132

 

59- PREVENTING INJURY FROM FALLS  Implementation Plan 2006-2010

http://www.acc.co.nz/PRD_EXT_CSMP/groups/external_ip/documents/guide/pi00363.pdf

 

60- Prevention of Falls and Harm  from Falls among Older People 2011–2015

http://www0.health.nsw.gov.au/policies/pd/2011/pdf/PD2011_029.pdf

 

61- Australian Commission on Safety and Quality in Healthcare Best Practice Guidelines for Preventing Falls and Harm From Falls in Older People

http://www.anzfallsprevention.org/resources.html

 

62- Origins of the Falls Injury Prevention Network

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Falls-Injury-Prevention-Network-Origin-May-2013.pdf

 

63- Effective Exercise for the Prevention of Falls: A Systematic Review and Meta-Analysis

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1532-5415.2008.02014.x/full

 

64- NSW Falls Injury Prevention Network 

http://fallsnetwork.neura.edu.au/

 

65- Fall prevention in Australia: Current research and knowledge translation initiatives

http://www.hiphealth.ca/media/research_cemfia_stephenlord_plenary.pdf

 

66- 6th Australian and New Zealand Falls Prevention Conference

http://www.anzfpconference.com.au/

 

67- Australian and New Zealand Falls Prevention Society (ANZFPS)

http://www.anzfallsprevention.org/index.html

 

68- CONSTRUINDO UM PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE QUEDAS QUE SEJA CAPAZ DE INFLUIR NA VIDA ATIVA DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS: PREPARANDO-SE PARA UM ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL 

http://www.lazer.eefd.ufrj.br/producoes/prevquedas_pne_combrance_2001.pdf

 

69- A prevenção de quedas sob o aspecto da promoção da saúde

http://www.redalyc.org/pdf/751/75117202010.pdf

 

70- Envelhecimento e quedas de idosos

http://www.esporte.gov.br/arquivos/snelis/esporteLazer/cedes/envelhecimentoQuedas.pdf

 

71- Antes de Cair

http://www.youtube.com/watch?v=PDw6VLrtm9k

 

72- Prev-quedas no Jornal da Globo

http://www.youtube.com/watch?v=O6Obihg_x6s

 

73- Prev-Quedas - Junho/2013

http://ufftube.uff.br/video/O1M2UO9BX1XW/Prev-Quedas--Junho2013

 

 

74- Implementing evidencebased practices: Are we falling down on the job?

http://nirn.fpg.unc.edu/sites/nirn.fpg.unc.edu/files/resources/NIRN-CanadianFallsConference-KTA-03-2010.pdf

 

75- An economic evaluation of  community and residential aged  care falls prevention strategies in  NSW 

http://nirn.fpg.unc.edu/sites/nirn.fpg.unc.edu/files/resources/NIRN-CanadianFallsConference-KTA-03-2010.pdf

 

76- Modelling the impact, costs and benefits of falls prevention measures to support policy-makers and program planners

http://www.monash.edu.au/miri/research/reports/muarc286.pdf

 

77- Exercise for falls prevention: putting evidence into practice

http://www.cotavic.org.au/wp-content/uploads/2011/09/LLLS-Exercise-for-Falls-Prevention_Richard-Biss.pdf

 

78- Preventing Falls and Harm From Falls in Older People. Best Practice Guidelines for Australian Community Care

http://www.safetyandquality.gov.au/wp-content/uploads/2012/01/Guidelines-COMM.pdf

 

79- Preventing Falls and Harm From Falls in Older People. Best Practice Guidelines r for Australian  Hospitals

http://www.safetyandquality.gov.au/wp-content/uploads/2012/01/Guidelines-HOSP1.pdf

 

80- Preventing Falls and Harm From Falls in Older People. Best Practice Guidelines r for Australian Residential Aged Care

http://www.safetyandquality.gov.au/wp-content/uploads/2012/01/Guidelines-RACF.pdf

 

81- Preventing Falls Through  Physical Activity:  A Guide for People Working  with Older Adults

http://www.centre4activeliving.ca/older-adults/rural/guides/booklet-falls.pdf

 

82- The Science &  Art of Falls  Prevention in  Older People

http://www.ilsi.org/SEA_Region/Documents/2013%20Conference%20on%20Healthy%20Aging%20(Singapore)/Concurrent%20session%202/PAUL%20VARDON-%20The%20science%20and%20art%20of%20falls%20prevention.pdf

 

83- Preventing Falls: What Works

http://www.cdc.gov/homeandrecreationalsafety/images/cdccompendium_030508-a.pdf

 

84- The Effects of an Exercise Program on Fall Risk Factors in People with Parkinson’s Disease: A Randomized Controlled Trial

http://www.dcconferences.com.au/wcnr2012/pdf/Allen_Risk_Factor_Study_Move_Dis_10.pdf

 

85- Standard 10 – Preventing Falls and Harm from Falls

https://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/NSQHSS-Standard-10-Preventing-Falls-and-Harm-from-Falls.pdf

 

86- Exercise for falls prevention in older people: Assessing the knowledge of exercise science students

http://exerciseismedicine.org.au/wp-content/uploads/2012/04/ESSAFallsPreventionOlderPeople.pdf

 

87-Can support-group based  exercise reduce risk factors  for falling in people with  Parkinson’s Disease?

http://www.parkinsonsnsw.org.au/assets/attachments/research/C.Canning_08.pdf

 

88-Exercise and Sports Science Australia Position Statement on exercise and falls prevention in older people

http://admin.bakeridi.edu.au/Assets/Files/ESSA-Exercise-and-falls-prevention-in-older-people.pdf

 

89-Minimising disability and falls in older people through a post-hospital exercise program: a protocol for a randomised controlled trial and economic evaluation

http://www.biomedcentral.com/1471-2318/9/8/

 

90-How big does the effect of an intervention have to be? Application of two novel methods to determine the smallest worthwhile effect of a fall prevention programme: a study protocol

http://bmjopen.bmj.com/content/3/2/e002355.full

 

91-Mild Cognitive Impairment as a Predictor of Falls in Community-Dwelling Older People

http://www.ajgponline.org/article/S1064-7481(12)62003-X/fulltext

 

92-Understanding Risk of Falls in People With Cognitive Impairment Living in Residential Care

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22561138

 

93-The role of cognitive impairment in fall risk among older adults: a systematic review and meta-analysis

http://ageing.oxfordjournals.org/content/early/2012/02/27/ageing.afs012.full

 

94-Managing falls in older patients with cognitive impairment (a)

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Managing-Falls-in-older-patients-with-cognitive-impairment-21-Oct-2013-1.pdf

 

95- Managing falls in older patients with cognitive impairment  (b)

http://fallsnetwork.neura.edu.au/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Managing-Falls-in-older-patients-with-cognitive-impairment-23-May-2013.pdf

96-Development and validation of a fall-related impulsive behaviour scale for residential care

http://ageing.oxfordjournals.org/content/early/2013/10/16/ageing.aft130.abstract

 

97-Preventing falls among people  living with dementia webinar 

http://ll1.workcast.net/10182/4676547558057083/Documents/Presentation.pdf

 

98-Delivery of Optimal Falls Prevention in Community-Dwelling Older People

http://ga.geriatricsandaging.ca/files/content/2003/August/0607community.pdf

 

99-Falls Prevention Exercise – following the evidence

http://www.ageuk.org.uk/Documents/EN-GB/For-professionals/Research/Falls_Prevention_Guide_2013.pdf?dtrk=true

 

100-Exercises for older people – Strenght

http://www.nhs.uk/Livewell/fitness/Documents/NHS_strength_exercise.pdf

 

101-Anatomia da queda

http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/722/726

 

102-Biomecânica da marcha em idosos caidores e não caidores: uma revisão da literatura

http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/722/726

 

103- Relatório Global da OMS sobre Prevenção de Quedas na Velhice

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_prevencao_quedas_velhice.pdf

 

104-WHO Global report on falls Prevention in older Age

http://www.who.int/ageing/publications/Falls_prevention7March.pdf

 

105-ProFaNE -Prevention of Falls Network Europe

http://www.profane.eu.org/about.html

 

106-Case Study: Healthcare - fall prevention

http://www.nbnco.com.au/nbn-for-home/health-case-studies/case-study-neura-healthcare.html

 

107- Analysis of postural control in elderly subjects suffering from Psychomotor Disadaptation Syndrome (PDS)

http://www.aggjournal.com/article/S0167-4943(09)00172-1/abstract

 

108- Psychomotor disadaptation syndrome; a new clinical entity in geriatric patients

http://business.highbeam.com/137441/article-1G1-118235823/psychomotor-disadaptation-syndrome-new-clinical-entity

 

109- Backward disequilibrium in elderly subjects

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2682399/

 

110- Psychomotor disadaptation syndrome

http://www.em-consulte.com/en/article/749938

 

111- Syndrome de désadaptation psychomotrice

http://epiffoux.free.fr/capafree/dijonnov07/sdpm_article.pdf

 

112- Sobre Exercícios Quedas e Fraturas

http://www.gerontologiaempauta.com.br/?p=2635

 

 

 

 

 

 

 

 

*  *  *

 

Tags: prevenção de quedas em idosos; exercícios para prevenção de quedas; atividade física e prevenção de quedas; políticas para a prevenção de quedas; prevención de caídas en las personas mayores; ejercicios para prevenir las caídas, actividad física y prevención de caídas, políticas para la prevención de caídas; prevention of falls in the elderly; exercises to prevent falls; physical activity and prevention of falls; policies for the prevention of falls.

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