Formação de Recursos Humanos em Geriatria e Gerontologia: quantos, como e em quanto tempo?

A partir desta aula apresentada por José Francisco Parodi  estaremos trazendo à  reflexão algumas questões  sobre  a necessidade  de formação de recursos humanos direcionados  à assistência geriátrica e gerontológica.

Em sua apresentação , o autor traça um panorama sobre a situação  da América Latina quanto à capacidade instalada de recursos humanos qualificados e direcionados à assistência à saúde das pessoas idosas , com maior ênfase no que se refere à formação de profissionais da área médica.

 

 

Segundo o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, DESA-DSDP, o mundo tem atualmente 700 milhões de pessoas idosas ( 57) e dois terços desta população vivem nos países que se encontram em processo de desenvolvimento.

 

Em 2002, foi realizada em Madrid a II Assembléia Mundial sobre o Envelhecimento sob a promoção das Nações Unidas ( 55 ). O Plano de Ação resultante desta Assembléia tem por base o desenvolvimento de estratégias específicas em três áreas prioritárias:

 

1- Pessoas Idosas e Desenvolvimento
2- Avanços na área da Saúde e Bem Estar das Pessoas Idosas
3- Garantia  de Ambientes  Capacitantes e Suportivos para as Pessoas Idosas.

Neste trecho da apresentação é ressaltado um texto do plano de Ação elaborado  pela Assembléia de 2002,  e que  propõe  uma necessidade urgente de formação de recursos humanos  em caráter bem amplo.

Entretanto, o guia para implementação do plano de Madrid publicado pela ONU  em 2010 (56) , ou seja, oito anos após a realização  da Assembléia Mundial, ainda se refere à uma situação de carência na formação de recursos humanos especializados na área assistencial à saúde da população idosa.

Para quem é profissional da área assistencial em Saúde, ou mesmo, para quem já se encontra em idade mais avançada e demanda suporte  através de serviços mais adequados, fica a  sutil impressão, de que a palavra  “urgência” tão utilizada em diversos documentos que tratam desta matéria, se refere à alguma Unidade de Tempo  ainda desconhecida e não  contemplada por nossos relógios ou calendários mais tradicionais.

Quantos Profissionais são necessários ?

Ao longo de sua apresentação José Francisco Parodi  alerta que  segundo os dados coletados em diversos países da América Latina, ainda são muito poucas as faculdades de medicina que oferecem  formação geriátrica em sua grade curricular a nível de graduação. Por outro lado o autor  também expõe alguns dados ,que demonstram que é possível  a ocorrência de uma mudança de visão em alunos  da graduação após terem vivenciado  algum treinamento no campo geriátrico.

J.F. Parodi também critica, assim como outros autores que pesquisam este tema, a qualidade da formação oferecida, ressaltando  as  iniciativas  direcionadas à “formação dos formadores” e a proposta da Academia Latinoamericana de Medicina del Adulto Mayor (ALMA). Esta organização é  direcionada à qualificação de recursos humanos voltados para  a atividade docente na região da América Latina e do Caribe , e vem atuando desde 2003 através da realização de cursos temáticos.( 41) (42)

Na Europa, uma organização  transnacional que atua em rede, desenvolve atividades desta natureza desde  1996. Trata-se da European Academy for Medicine of Ageing (EAMA), sediada na Suiça. (51) No Oriente Médio, existe a  Middle East Academy for Medicine of Ageing (MEAMA) que está realizando o seu curso de 2010-2012 na cidade de Dubai.

 

A carência numérica de professores nesta área, é uma outra questão a considerar , e foi levantada em 2004 em artigo publicado pelo geriatra Espanhol José Manuel Ribera Casado, presidente da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia
(SEGG) naquela ocasião. ( 01)


 Sob o titulo bem humorado “Profesores de geriatría: ¡se buscan!” , Casado homenageou o artigo publicado em 2000 por Robert Butler : “Wanted: Teachers of geriatrics – A national initiative is needed to train all doctors in the care of older patients” (55 ) .

O autor  comenta que , mesmo  em se sabendo que em breve a maioria dos médicos  em geral terão que dedicar uma boa parte do seu tempo  ao atendimento a pacientes idosos, em  2004  havia apenas uma única Cátedra de Geriatria entre todas as faculdades de Medicina  na Espanha.

Somente 6  faculdades médicas contavam com um professor  efetivo de geriatria, que nem sempre era titulado na especialidade.

 

 

***

 

Uma das explicações para a situação de “quase inércia “ observada internacionalmente quanto à demanda urgente para a formação de recursos humanos na área,  estaria relacionado  à  uma “Síndrome de Peter Pan”.

Segundo  um relatório da “Alliance for Aging Research” publicado em 2002, (38) o inconsciente coletivo da população Norte americana  tenderia a se comportar  como  “Peter Pan e a sua busca da Terra do Nunca”.

 

De acordo com esta hipótese , haveria uma certa negação coletiva de que a velhice está chegando de fato para  uma parcela significativa da população,  e,  trazendo conjuntamente , demandas por  uma assistência diferenciada em Saúde.

Uma das consequências desta negação  seria traduzida pela carência  numérica de profissionais, apesar de todas as previsões demográficas e  alertas epidemiológicos que vem se configurando nos últimos anos.

O final desta história, que neste caso , não se trata de um conto infantil onde todos  serão “ felizes para sempre”, é uma assistência de baixa qualidade e alto custo (43),  e uma potencialização da espiral de incapacidade entre as pessoas idosas.

Neste documento  estima-se que para o atendimento aos 35 milhões de Americanos idosos existentes na ocasião, seriam necessários 20.000 médicos geriatras no país, o que equivaleria  a uma relação geriatra/habitante  idoso de  1: 5.700. Dentre estes profissionais estimou-se também uma necessidade de  2.400 geriatras acadêmicos  voltados para a formação profissional e o desenvolvimento de padrões de qualidade assistencial. Neste último caso a relação seria de
1: 68.800 habitantes idosos.

 

Vale comentar que dentro do sistema de Saúde Norteamericano, a Geriatria é considerada uma subespecialidade clínica, não fazendo parte das áreas que prestam assistência na atenção básica em Saúde. ( 39 ) Essas previsões portanto não excluem a necessidade de  formação básica em saúde do Idoso durante a graduação dos profissionais  da área  Médica e das demais áreas da Saúde , para atuação tanto na atenção básica quanto nos níveis de maior complexidade.

Em 2008 foi divulgada uma publicação da Costa Rica que apresenta o planejamento estratégico  de curto e médio prazo para a área de recursos humanos em Geriatria e Gerontologia: “Necesidades de Especialistas en Geriatría y Gerontología para la Caja Costarricense de Seguro Social  (Formación y Dotación) . Proyección 2008-2025.”

Na Costa Rica , o segmento  idoso representa  atualmente  cerca de 5,5 % da população total do país. Este estudo foi realizado para atender à legislação  referente à política para as pessoas idosas,  que considera um dever do Estado, tanto a efetivação de serviços Geriátricos quanto a capacitação de recursos humanos
( 53  )

 

 

 O documento (04) é baseado  em uma pesquisa quali-quantitativa  ampla, com utilização de fontes diversificadas de informação. São avaliadas as necessidades  e as demandas assistenciais na área de  abrangência, utilizando-se diversas variáveis para desenvolver as projeções para uma cobertura adequada de recursos humanos.

Apesar de não haver qualquer norma de consenso nesse sentido, a Costa Rica segue um padrão adotado pelo Reino Unido e pela Espanha, no qual se estabelece a necessidade de 1 médico Geriatra para cada 5.000 habitantes com 60 anos ou mais.

 

 

  O país está envelhecendo rápidamente, e  em 2004 realizou uma avaliação detalhada do perfil da sua população  mais idosa. (53)

Vale comentar a título de ilustração, que  a Costa Rica ocupava recentemente o 1º  lugar no Ranking de “Satisfação de Vida”  e de “Democracia” na América Latina, além de  se encontrar em  uma situação de desenvolvimento social  e tecnológico relativamente  avançado para a região.

 

***

 Atenção Básica ou Especializada?

Em uma publicação de 2009, Jose Francisco Parodi defende as estratégias direcionadas à Atenção Primária em Saúde, lembrando que este sistema foi o responsável pela melhoria de indicadores de saúde na Europa , observada nas últimas décadas, e pelo aumento na satisfação percebida pelos usuários. ( 40 )

 

  Dentro desta discussão, J.F. Parodi

apresenta a idéia de uma Atenção Primária
Renovada que inclua a assistência
qualificada à população mais idosa ,

e que se baseia em parte, na aquisição de
novas competências pelos profissionais
que atuam nesta rede.

 

 

Para isso, seria necessário um investimento conjunto na formação a nível de graduação, pós graduação e educação continuada, de tal forma, que o desenvolvimento de competências para uma assistência às pessoas idosas fosse amplamente difundido.

Quanto à possibilidade de  uma grade curricular  básica para a graduação médica, J.F. Parodi  referencia  um artigo publicado na Revista “Panamerican Journal of Public Health” em 2005, no qual especialistas de diversos países que incluem a representação da OPAS, apresentam uma proposta para o desenvolvimento de ações específicas na América Latina. ( 03 )

Neste artigo é defendido um modelo de raciocínio lógico para a realização diagnóstica e a abordagem de intervenção, que se fundamente nos conceitos de funcionalidade. Para os autores, o modelo simplista baseado  em um raciocínio  unidirecional de “causa-efeito” das doenças, não faria mais sentido perante o contexto multidimensional das questões de ordem mais crônica.

Defende-se também a utilização de

métodos didáticos participativos
e problematizadores .

 Auxiliar o aluno

a “aprender a aprender” é um dos

processos envolvidos na proposta.

 

Mais uma vez é dado um alerta quanto a questão “tempo”, sugerindo que a América Latina aproveite o momento demográfico e epidemiológico  que se processa na região , e que está oferecendo  atualmente uma “Janela de Oportunidade” favorável  à implementação de investimentos na área. (43) (44) (45)

 No se debe dejar pasar el tiempo y esperar a que la fracción de la población constituida por personas de edad se acerque al 15%.

Ahora es el momento de introducir los cambios y de emprender la formación de la fuerza sanitaria que habrá de procurarles la salud, el bienestar y una mejor calidad de vida a los adultos mayores de la próxima década.

Se debe aprovechar la “ventana” de oportunidad de que disponen los países de la Región por estar en la primera fase de la transición demográfica.” (03)

 

 

 

 

Segundo  José Eustáquio Diniz Alves, professor titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas e coordenador da pós-graduação do IBGE:

 

“O Brasil e a América Latina encontram-se em uma fase intermediária da transição demográfica, com efeitos positivos tanto em relação aos países desenvolvidos, quanto em relação aos países muito menos desenvolvidos, o que pode representar uma grande vantagem competitiva para o desenvolvimento econômico e social da Região. “ (45)

“…A partir de 2025- 2030 a Janela de Oportunidade demográfica começará a se fechar para o Brasil, pois as vantagens do Bônus Demográfico começam a diminuir, mas sem perder totalmente os seus benefícios….Assim como nos demais países do mundo, a transição demográfica só acontece uma vez e somente uma vez se abre a Janela de Oportunidade demográfica….”  (45)

“A sociedade brasileira pode se beneficiar do inédito Bônus Demográfico se as políticas públicas forem capazes de criar acesso universal à educação, à saúde
e ao emprego, em um ambiente de segurança e cooperação, para que a produção
e a produtividade do trabalho possam impulsionar o desenvolvimento e garantir uma sociedade com níveis elevados de bem-estar. O futuro se constrói no presente
e a hora é agora para se aproveitar as excepcionais condições demográficas do país.”  (45)

Outro ítem abordado na apresentação de J.F. Parodi, se refere à importância do “Trabalho em Equipe “.

Um livro encaminhado para o nosso site pelo autor , apresenta uma iniciativa muito interessante promovida pelo Help Age International e pela Associação Pro-Vida Peru,  com apoio do Ministério da Saúde do Perú. (47)

Neste manual encontra-se um roteiro teórico – prático para o desenvolvimento de processos de capacitação de equipes interdisciplinares, com explicações detalhadas, exercícios,  e muitas ilustrações. O documento é de livre acesso  e foi disponibilizado através do site da FACULTAD DE MEDICINA HUMANA –UNIVERSIDAD DE SAN MARTIN DE PÓRRES – Lima. (46) (48)

A  importância da formação e do trabalho em equipe  interdisciplinar, não é um aspecto exclusivo  da assistência Geriátrica e Gerontológica. Em Dezembro de 2010 a revista “The Lancet” publicou um artigo e uma brochura intitulados
Health professionals for a new century: transforming education to strengthen health systems in an interdependent world”. ( 49) (50).

 

Os dois documentos foram elaborados por uma equipe internacional ampla e independente, encabeçada pelo nome  de Julio Frenk , professor da Escola de Saúde Pública de Harvard, ex-ministro de Saúde do México e colaborador da OMS.

O trabalho foi fruto de pesquisas realizadas em diversos países,  e apresenta propostas condizentes com a nova realidade epidemiológica que emerge no Terceiro Milênio .

É dada ênfase à capacitação dos profissionais de Saúde dentro de um modelo que valorize  a interdisciplinaridade, a transversalidade, a humanização e as demandas dos usuários.

Sob esta mesma linha de raciocínio, e tomando por referencial teórico o modelo  biopsicosocial proposto por Engel, Luciana Branco da Motta e Adriana Cavalcanti de Aguiar , da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, publicaram um artigo em 2007 onde é feito um alerta quanto  à necessidade de  se ampliar a contribuição da gerontologia na formação dos profissionais de saúde  que venham a atuar na área assistencial a pessoas idosas. (17)

 Para as autoras , as propostas de uma formação de base interdisciplinar, enfrentam desafios referentes à fragmentação  histórica  dos diversos saberes, à hierarquia institucional  e às defesas corporativas das categorias profissionais.

Dessa forma, teríamos minimamente dois desafios a superar: a necessidade  de políticas claras e efetivas de incentivo à formação profissional nesta área, e  a premência de uma mudança paradigmática da atenção em saúde  que contemple  a abordagem  integrada e interdisciplinar.

 

 

***

 

Retratos de uma realidade

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, SBGG, o Brasil oferecia em 2009  60 vagas de residência médica na especialidade de Geriatria, com  um expressivo  predomínio de oferta na região Sul do país. ( 68 )

Em 2011 havia no Brasil  969 médicos com título de especialista na área de Geriatria ,  e  234 profissionais com titulação de especialista na área de Gerontologia. O número total de profissionais associados à SBGG era de 2536, o que expressa indiretamente um quantitativo de profissionais interessados na área, mas não afasta a possibilidade  de que haja  um universo maior de profissionais envolvidos com uma assistência mais direcionada à saúde das pessoas idosas.

Perante uma população de 60 anos e mais que ronda os 17 milhões atualmente no país,  e utilizando  como dado o nº de associados da SBGG , podemos supor que a relação profissional / idoso  em geral esteja  próxima de 1 / 6.700 , enquanto a relação de geriatras titulados / idoso  é de 1 / 17.500,  a de  fisioterapeutas titulados é de 1 / 122.000 e a de  enfermeiros se aproxima de
1/ 184.000 idosos.

Nas palavras de  Edward MF Leung , as duas últimas décadas tem se caracterizado por uma maior instabilidade de carreira dos profissionais de saúde de um modo geral , assim como, por  reduções  salariais que  acabam por  dificultar a atração de estudantes e profissionais por esta área.  Estaria havendo um processo de retração da disponibilidade de mão de obra na área da saúde, e este fenômeno seria ainda mais  expressivo  no campo da assistência à saúde das pessoas idosas. Apesar do autor  estar se referindo à uma realidade observada em Hong Kong, o fenômeno tem sido descrito de maneira semelhante por autores envolvidos com outras realidades ao redor do mundo. (64)

 

Uma visão semelhante é apresentada por Irene M.Hamrick, quando se refere à realidade da Carolina do Norte  nos Estados Unidos da América, prevendo um futuro sombrio quanto à disponibilidade de profissionais para atuação no campo geriátrico. (34)

 

Na visão da autora, as questões referentes à uma baixa remuneração  perante uma necessidade de intervenção em situações de alta complexidade gerontológica , estariam no epicentro da crise de oferta de profissionais para o setor.

 

A autora defende uma reestruturação da oferta de serviços , que leve em consideração tanto a formação e a retenção de profissionais qualificados, quanto  a necessidade de reorientação dos próprios modelos assistenciais.

 

Já para a população idosa atendida em Instituições de Longa Permanência, a crise na área de recursos humanos qualificados  se mostra ainda mais severa, sendo retratada através de uma metáfora peculiar  em um artigo escrito por duas autoras australianas. Segundo  Maria Crotty e Julie Ratcliffe , os idosos institucionalizados representam uma “tribo perdida” dentro do universo assistencial, que dentre outros motivos, se relaciona  à existência de uma circunstância de desincentivo para o interesse profissional por este segmento. ( 08 )

 

Com esta preocupação em foco, após um workshop realizado em 2010 na cidade de Toulouse -França, representantes da IAGG, OMS e Sociedade Francesa de Gerontologia e Geriatria, propuseram a criação de uma força-tarefa internacional que, dentre outras diretrizes, se propõe a promover estratégias de nível mundial para a qualificação profissional nos Serviços de Longa Permanência. (70)

 

 

***

Recursos Humanos: Quantos, e em Quaaaaanto Tempo?

Finalizando esta matéria, sugerimos  uma visita  à dissertação de Mestrado  em Estudos Gerontológicos de Leanne June Clark , publicada em 2004  pela Universidade de Miami, sob este título interessante: “STRONG  MINDS, GENTLE  HANDS: TRAINING THE NEXT GENERATION OF “GERONTOLOGICAL PHYSICIANS”. (71)

***

 

Oferta de Formación de Recursos Humanos em Geriatria y Gerontologia

 

 

Dr. José Francisco Parodi García
País – Perú

Profesor de Geriatría en pre y postgrado en la Facultad de Medicina de la Universidad de San Martín de Porres. Director del Centro de Investigación del Envejecimiento (CIEN) de la Universidad de San Martín de Porres.

Graduado y miembro activo del Comité Ejecutivo de la Academia Latinoamericana de Medicina del Adulto Mayor (ALMA).

 

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Links Sobre o autor

A- La atención primaria de salud como estrategia para el bienestar de las personas mayores
B- I FORO NACIONAL SOBRE ENSEÑANZA DE GERIATRÍA Y GERONTOLOGÍA EN EL PERÚ
C- INSTITUTO DE INVESTIGACION – CENTRO DE INVESTIGACIÓN DEL ENVEJECIMIENTO (CIEN)
D- Bamboo Servicios Especializados para el Adulto Mayor
E- Bamboo Senior – Alzheimer: El papel del cuidador (7 Vidas, PlusTV)

***

 

 



Links Externos Relacionados

01-Profesores de geriatría: ¡se buscan!
02- ESTRATEGIA PEDAGÓGICA DE CAPACITACIÓN PARA MÉDICOS DE ATENCIÓN PRIMARIA EM MEDICINA DEL ADULTOS MAYOR
03- Propuesta de contenidos mínimos para los programas docentes de pregrado en Medicina Geriátrica en América Latina
04- Necesidades de Especialistas en Geriatría y Gerontología para la Caja 
05- La Academia Latinoamericana de Medicina del Adulto Mayor (ALMA) se ha presentado en Madrid para impulsar la investigación en la atención sanitaria a ancianos. 
06- LA ENSEÑANZA DE LA GERIATRÍA EN MÉXICO
07- Geriatric education for the physicians of tomorrow 
08- If Mohammed won’t come to the mountain, the mountain must go to Mohammed 
09- Treinamento Interdisciplinar em Saúde do Idoso: um modelo de programa adaptado às especificidades do envelhecimento
10- Geriatria, uma especialidade centenária
11- Global Survey on Geriatrics in the Medical Curriculum – A collaborative study of WHO and the International Federation of Medical Students’ Associations 
12-Keeping granny safe on July 1: a consensus on minimum geriatrics competencies for graduating medical students. 
13- Are we teaching our students what they need to know about ageing? Results from the UK National Survey of Undergraduate Teaching in Ageing and Geriatric Medicine 
14- Taiwanese Medical and Nursing Student Interest Levels in and Attitudes Towards Geriatrics 
15-How “Geriatric” is Care Provided by Fellowship-Trained Geriatricians Compared to that of Generalists? 
16- Will undergraduate geriatric medicine survive? 
17- Novas competências profissionais em saúde e o envelhecimento populacional brasileiro: integralidade, interdisciplinaridade e intersetorialidade 
18- The Geriatrics Imperative: Meeting the Need for Physicians Trained in Geriatric Medicine 
19- Geriatrics: In Our Residents’ Future Whether They Know It and Like It or Not 
20- Formador de formador: características educacionais e profissionais de acadêmicos que ensinam na formação continuada stricto sensu em Gerontologia no Brasil
21- Estudo da necessidade de Médicos Especialistas no Brasil
22- Formação de recursos humanos na área da saúde do idoso
23- O ser que envelhece: técnica, ciência e saber
24- PROFISSIONALIZAÇÃO EM GERONTOLOGIA
25- A velhice, entre o normal e o patológico
26- Envejecimiento y campo de la edad:  elementos sobre la pertinencia del conocimiento gerontológico 
27-ANTECEDENTES Y REFLEXIONES SOBRE LA GERONTOLOGIA EN LA ARGENTINA
28- LA POST- GERONTOLOGÍA: HACIA UN RENOVADO ESTUDIO DE LA GERONTOLOGÍA 
29- Modelo pedagógico innovador para la enseñanza de la Gerontología en Enfermería 
30- O ensino da Enfermagem Gerontogeriatrica e a complexidade 
31- Graduação em Gerontologia: formação de gerontólogos para o enfrentamento dos desafios do envelhecimento humano, na pesquisa, docência e gestão técnicoprofissional 
33- The Donald W. Reynolds Foundation and the John A. Hartford Foundation The Status of Geriatrics Workforce Study. GRANTEE’S FINAL PROGRESS REPORT SUMMARY 
34- Providing Health Care to Aging North Carolinians: Educational Initiatives in Geriatrics 
35-  Who cares for older adults? Workforce implications of an aging society. 
36- A Modest Proposition to align Geriatrics and Long Term Care Medicine 
37-A formação de profissionais para a atenção integral à saúde do idoso: a experiência interdisciplinar do NAI – UNATI/UERJ.
38- Medical Never-Never Land. Ten  Reasons Why America is Not Ready for the Coming Age Boom
39- Trends in Demand for New Physicians, 2005 – 2010. A Summary of Demand Indicators for 35 Physician Specialties.
40- La atención primaria de salud como estrategia para el bienestar de las personas mayores
41-  LA INICIATIVA DE LA ACADEMIA LATINOAMERICANA DE MEDICINA DEL ADULTO MAYOR
42- La Academia Latinoamericana de Medicina del Adulto Mayor (ALMA) se ha presentado en Madrid para impulsar la investigación en la atención sanitaria a ancianos.
43- A janela demográfica, crescimento econômico e as políticas de saúde e proteção social
44-O rápido processo de envelhecimento populacional do Brasil: sérios desafios para as políticas públicas 
45- A transição demográfica e a janela de oportunidade
46- Guía de Capacitación de Trabajo en Equipo Interdisciplinario, Coordinación y Continuidad de Cuidados en las Personas Adultas Mayores Rurales 
47- Help Age International 
48- INSTITUTO DE INVESTIGACION  – CENTRO DE INVESTIGACIÓN DEL ENVEJECIMIENTO (CIEN)
49- Health professionals for a new century: transforming education to strengthen health systems in an interdependent world
50- Health professionals for a new century: transforming education to strengthen health systems in an interdependent world
51- European Academy for Medicine of Ageing: a new network for geriatricians in Europe
52- La salud de las personas adultas mayores en Costa Rica
53- Ley integral para la persona adulta mayor Nº 7935 (Costa Rica)
54- THE MIDDLE-EAST ACADEMY FOR MEDICINE OF AGEING
55 – Wanted: Teachers of geriatrics — A national initiative is needed to train all doctors in the care of older patients.(Brief Article)
56-Geriatrics Education in Psychiatric Residencies: A National Survey of Program Directors
57- Perceived Needs for Geriatric Education by Medical Students, Internal Medicine Residents and Faculty
58-The Educational Challenge of Dental Geriatrics
59- ADULTOS MAYORES:  Competencias Recomendadas y Guía Curricular para EL CUIDADO DE ENFERMERIA GERIATRICO en el Programa de Licenciatura (Baccalaureate)
60- FORMAÇÃO HUMANA EM GERIATRIA E GERONTOLOGIA: UMA PERSPECTIVA INTERDISCIPLINAR
61- ENSINO DE GERONTOLOGIA E GERIATRIA: UMA NECESSIDADE PARA OS ACADÊMICOS DA ÁREA DE SAÚDE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO?
62- Workforce Training – Eldercare Workforce Alliance
63- EDUCATION & TRAINING: MEETING THE NEEDS OF OLDER ADULTS
64- Health Care Professionals in the Ageing Era
65- Bridging the workforce gap for our aging society: how to increase and improve knowledge and training. Report of an expert panel.
66-Strategic approaches to the development of Australia’s future primary care workforce
67- Issues facing the future health care workforce: the importance of demand modelling
68- SBGG – Formação Profissional em Geriatria e Gerontologia – Cursos Cadastrados 2010
69- À Secretaria de Ensino Superior – SESU /MEC.
70-International Association of Gerontology and Geriatrics: A Global Agenda for Clinical Research and Quality of Care in Nursing Homes
71- STRONG MINDS, GENTLE HANDS: TRAINING THE NEXT GENERATION OF
“GERONTOLOGICAL PHYSICIANS”

***

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4 comments

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